A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou nesta quarta-feira (7/10) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1precisa de mudanças antes de ser votada pelo plenário do Senado. Líder do PP na Casa e vice-líder da minoria, ela disse que o texto não deve avançar “de afogadilho” e defendeu mais discussão sobre os efeitos da proposta.
“Eu já votei, eu já fui contra na CCJ. Não é que eu sou contra a matéria, eu acho que o texto não está bom. Eu acho que esse texto pode ser melhorado. Por que ele não pode ser melhorado? É uma PEC, gente. Nós estamos mexendo com a Constituição do Brasil, nós não estamos fazendo um projeto de lei que amanhã pode ter algum emendamento nele”, afirmou.
Tereza disse, ainda, que considera a redução da jornada praticamente pacificada.
“A jornada eu acho que está praticamente pacificada. Agora, nós não podemos, a escala é um problema, porque nós temos segmentos da economia muito diferentes que atuam de maneiras diferentes e que vão ter realmente prejuízo, e prejuízo para a população, para a sociedade, não só para a economia, mas para a sociedade, de como é que isso vai acontecer”, declarou a parlamentar.
Questionada, entretanto, se seria favorável a votar a PEC depois do segundo turno presidencial, a senadora desconversou.
“Eu não sou favorável que vote nem antes nem depois. Só não pode ser uma medida votada de afogadilho para ser eleitoreira”. Mais adiante, afirmou: “Eu não. Eu acho que pode prejudicar o Brasil.
