A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, pediu, na terça-feira (6), a revogação da prisão preventiva. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7) pelo advogado da família da vítima.
Em nota, eles afirmam que os pais da vítima, José Simonal Telles de Santana e Marinalva Vieira Alves de Santana, são contrários à soltura do acusado e defendem a manutenção da prisão preventiva, já que o processo ainda não foi concluído.
Segundo a manifestação, os familiares discordam do argumento apresentado pela defesa de que, com o encerramento da fase de instrução do processo, não haveria mais motivos para manter o acusado preso.
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Para eles, ainda existem razões que justificam a prisão preventiva, em especial, a alegação de que o tenente-coronel teria mantido contato com testemunhas e feito ataques contra a vítima, os familiares e agentes envolvidos na investigação.
A defesa da família acrescenta que os laudos periciais produzidos no processo afastam a hipótese de suicídio da vítima. Apesar disso, segundo o advogado, o acusado continua sustentando que Gisele teria “surtado” e atentado contra a própria vida.
A defesa do tenente-coronel confirmou o pedido, mas optou, por ora, não se manifestar.
