O Nobel não premiou nenhuma mulher nas áreas de Medicina, Física e Química em 2026. Com os anúncios desta semana, esta foi a 101ª edição em que as 3 áreas tiveram apenas homens entre os vencedores desde a criação da premiação, em 1901.
Considerando as 11 edições de 2016 a 2026, foram 85 pesquisadores premiados nas 3 áreas. Desse total, 76 eram homens e 9, mulheres.
Neste ano, o Nobel de Medicina foi concedido ao norte-americano Karl Deisseroth, 54 anos, e aos alemães Peter Hegemann, 71, e Georg Nagel, 73, pela descoberta de canais de íon fotossensíveis, que contribuíram para o desenvolvimento da optogenética.
Em Física, o premiado foi o belga Francis Halzen, 82, pela detecção de neutrinos de alta energia de origem astrofísica.
Em Química, venceram o francês Henri Kagan, 95, e o japonês Kenso Soai, 76, por pesquisas sobre mecanismos relacionados à produção de medicamentos.
A última mulher premiada em uma das 3 áreas foi a norte-americana Mary E. Brunkow, em 2025. Ela dividiu o Nobel de Medicina com o americano Fred Ramsdell e o japonês Shimon Sakaguchi por descobertas sobre a tolerância imunológica periférica. Os vencedores de Física e Química naquele ano eram homens.
Desde 1901, mulheres foram premiadas 27 vezes nas 3 áreas. O número corresponde a 26 pesquisadoras porque Marie Curie recebeu 2 Nobéis: o de Física, em 1903, e o de Química, em 1911. Ela é a única pessoa a conquistar Nobéis em 2 áreas científicas diferentes.
