A eleição de domingo (4.out.2026) renovou parte da representação de grupos religiosos na política de São Paulo. Nomes que já estavam na Câmara dos Deputados e tinham ligação com grandes igrejas, como David Soares, Cezinha de Madureira e Gilberto Nascimento, não conseguiram se reeleger. Outros candidatos ligados a grupos religiosos também ficaram sem mandato, enquanto novos nomes foram eleitos.
David Soares (Podemos-SP) recebeu 61.366 votos e não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados. Filho do missionário R.R. Soares, é ligado à Igreja Internacional da Graça de Deus.
Ainda na mesma igreja, Daniel Soares (União Brasil-SP) teve 53.812 votos e também não foi reeleito. Deputado estadual, ele disputava a renovação do mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Cezinha de Madureira (PL-SP), pastor da Assembleia de Deus, recebeu 60.596 votos e não conseguiu renovar o mandato federal. Ele havia deixado o PSD e se filiado ao PL em março de 2026. Cezinha segue deputado federal até o fim da atual legislatura.
A campanha de Cezinha foi marcada por uma investigação da Polícia Federal. Em setembro, ele foi alvo de uma operação que apura suspeitas de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A investigação cita a relação do deputado com ministros do Supremo Tribunal Federal. Cezinha negou irregularidades.
Rogério de Madureira (PL-SP), também ligado à Assembleia de Deus, recebeu 31.558 votos e não foi eleito.
