Após despencarem nos últimos dois dias, na esteira do resultado do primeiro turno da eleição brasileira, as taxas dos DIs de longo prazo fecharam a quarta-feira (7) com altas modestas, enquanto as de curto prazo ficaram mais próximas da estabilidade.
Além da disputa eleitoral no Brasil, a curva foi influenciada pelos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que subiram, e pelos preços do petróleo.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,600%, com baixa de 1 ponto-base ante o ajuste de 12,613% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,79%, com alta de 6 pontos-base ante 12,732%.
Na segunda e na terça-feira a taxa do DI para janeiro de 2035 despencou um total de 140 pontos-base, em meio à euforia dos investidores com a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno.
Por trás do movimento está a percepção de boa parte do mercado de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas, ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.
No limite, o equilíbrio das contas públicas abre espaço para juros mais baixos, o que se refletiu nos últimos dias na redução de prêmios na parte longa da curva de DIs, justamente o trecho mais afetado pela política fiscal.
