Mais de 200 mil pessoas já foram forçadas a abandonarem suas casas no Iêmen após a escalada de violência no país, que envolve o grupo Houthis e forças do governo internacionalmente reconhecido apoiadas pela Arábia Saudita. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7/10) pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).
Segundo a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), um total de 201.217 pessoas fugiram de suas residências desde o início dos combates, número que representa cerca de 33 mil famílias. Grande parte dos deslocados, 197.755 mil, fugiram a partir de 1º de setembro.
Atualmente, a província de Taiz é a mais afetada pelos deslocamentos, informou a OIM. Cerca de 114 mil pessoas fugiram da região nos últimos dias, após o avanço dos Houthis sobre o local, que é considerado vital para o acesso ao Mar Vermelho e ao Golfo de Aden.
Outras nove províncias também foram afetadas pelos confrontos. São elas: Lahj, Aden, Abryan, Al Hodeidah, Hadramawt, Shabwah, Marib, Al Maharah e Ad Dali.
“As pessoas estão fugindo para salvar suas vidas e não encontram nenhum lugar seguro para ir”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope. “Elas precisam de um teto, comida e segurança hoje. Nossas equipes estão no terreno, mas o financiamento não. Peço aos doadores que ajam agora, poque cada dia de atraso custa vidas. O Iêmen não pode se tornar uma crise esquecida. O mundo tem os meios para ajudar. Deve usá-los agora”
Quem são os Houthis?
