Reeleito governador de São Paulo no primeiro turno, Tarcísio de Freitas (Republicanos) começa a desenhar a composição do secretariado para o segundo mandato com uma nova correlação de forças entre os partidos da coalizão. Segundo aliados do governador, o PSD, de Gilberto Kassab, deve perder espaço na próxima gestão, embora a legenda ainda deva permanecer no primeiro escalão.
A avaliação entre interlocutores de Tarcísio é de que a força política de Kassab não se confirmou durante o processo eleitoral. Um aliado próximo do governador afirma que prefeitos ligados ao presidente nacional do PSD demonstraram maior alinhamento com Tarcísio do que com a estrutura partidária.
Kassab liderou a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência da República, mas o movimento não se refletiu em uma maior influência do partido dentro da coalizão que sustenta o governo paulista. A tendência, segundo aliados, é de redução do espaço do PSD na próxima gestão.
Um dos nomes que devem ganhar espaço na nova composição é o de Ricardo Salles. Segundo interlocutores, o ex-ministro deve receber um cargo de alto escalão no próximo governo Tarcísio.
A possível ida de Salles para o governo, porém, não fez parte da negociação que levou o deputado a desistir da candidatura ao Senado, segundo aliados de ambos. Na ocasião, Salles abriu mão da disputa e passou a apoiar Guilherme Derrite e André do Prado, que acabaram eleitos para o Senado por São Paulo.
