A defesa do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, pediu à Justiça a revogação da prisão preventiva do oficial. Nesta quarta-feira (7/10), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) se manifestou contra a soltura.
Preso desde 18 de março, Geraldo Neto pediu para responder ao processo em liberdade. A defesa sustentou que já não haveria risco de interferência, por parte do oficial, na instrução processual. O MPSP, porém, rebateu que o pedido “não merece ser acolhido”.
“Nenhuma circunstância”
A promotora Ingrid Maria Bertolino Braido afirma que Geraldo Neto “não apresentou nenhuma circunstância fática e processual” capaz de justificar sua liberdade.
O MPSP destaca ainda que, em interrogatório na segunda-feira (5/10), o oficial admitiu ter tentado contato com Sheila Aparecida Magrini, PM e amiga de Gisele, ligando três ou quatro vezes para o batalhão. Para a Promotoria, em liberdade, ele poderia influenciar testemunhas.
