Andar pelas ruas de uma metrópole pode pedir que você procure por novas perspectivas, novos ângulos. Se olhar para baixo, poderá ver o concreto cinzento e rachado, talvez um pouco lixo e, claro, tênis. Falando nesse acessório, aí vai um fato científico: nenhum desses outros calçados têm efeitos físicos nos seres humanos tão cientificamente comprovados quanto eles.
É o que revelou um novo estudo, publicado por pesquisadores da Universidade de Chicago (EUA) em 8 de setembro na revista Journal of Anatomy. A pesquisa indica que o uso de sapatos está ligado a ligeiras alterações estruturais no osso esponjoso dos nossos tornozelos. Trata-se de uma estrutura composta por pequenas hastes e lâminas conhecida como osso trabecular.
Para os cientistas, principalmente os arqueólogos, é uma parte rígida do corpo com significativa utilidade para estudos relacionados à evolução da marcha humana, já que, por ser esponjosa, é uma região que sofre remodelações ao longo da vida do indivíduo em resposta a forças aplicadas.
É por isso que muitos dos fósseis encontrados têm tido os seus tornozelos comparados aos ossos de pessoas modernas. Como declarou Zewdie Tsegai, da Universidade de Chicago (Estados Unidos), em à revista New Scientist, a prática deixou pistas sobre como os humanos antigos utilizavam os pés e as pernas.
Diga como andas que direi qual hominídeo tu és
Os humanos já percorreram, ainda que metaforicamente, um longo caminho até aqui.
Como usar tênis pode mudar a estrutura dos seus pés, segundo este estudo
