Mais de 3.500 trabalhadores foram demitidos por empresas do setor de apostas desde a edição da medida provisória 1.394, que proibiu a operação de bets no Brasil. O número representa 23% da força de trabalho do setor, segundo levantamento parcial da (Associação Nacional de Jogos e Loterias), divulgado nesta 4ª feira (7.out.2026). Eis a íntegra do estudo (PDF - 235 kB).
Além das demissões, 4.167 funcionários estão em férias coletivas. A associação estima que o número de desligamentos possa chegar a 5.600 trabalhadores em 90 dias, o equivalente a 37% dos empregados do setor.
O levantamento considera demissões e encerramentos de contratos realizados a partir de 25 de setembro, data do anúncio da MP pelo governo. A ANJL informou que o prazo para as empresas enviarem os dados termina nesta 4ª feira (7.out).
A associação afirma que o levantamento foi feito com dados fornecidos pelas empresas de apostas. Segundo a entidade, os números ainda são parciais.
A ANJL também afirma que o impacto não se restringe às empresas de apostas. O setor inclui companhias de meios de pagamento, marketing, compliance, agências, afiliados e veículos de comunicação especializados.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou que a entidade busca dimensionar os efeitos da medida sobre trabalhadores e empresas ligadas à atividade.
Parte dos trabalhadores em férias coletivas pode ser demitida, segundo a associação, caso seja mantida a suspensão das atividades.
