O governo federal pretende apresentar um calendário especial para que a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o fim da 6×1 seja votada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcada para 25 de outubro. A ideia foi apresentada pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que tem reunido assinaturas para acelerar a tramitação da proposta.
O objetivo do Palácio do Planalto é acelerar o rito e cortar o tempo que é previsto no regimento do Senado entre o primeiro e o segundo turno da votação de uma PEC, chamado de interstício. Sem esse recurso, não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.
Mais cedo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que pautaria o requerimento quando o mesmo chegasse à Mesa da Casa e que o plenário “será soberano” para definir sobre a celeridade do rito.
A oposição, por outro lado, teme o impacto que a aprovação da proposta tenha na campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ainda não há uma definição sobre qual estratégia adotar, mas o objetivo é travar a votação pelo maior tempo possível.
Para isso, os parlamentares da oposição, principalmente do PL, se apegam ao “rito” do Congresso e argumentam que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa “respeitar o regimento”. Outra possibilidade é dar quórum nas sessões de discussão.
