Sem pedir autorização da campanha petista, o deputado André Janones(Rede-MG) impulsionou uma lista de transmissão no WhatsApp para fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
O canal, chamado de “Exército do Lula”, tinha 55 mil pessoas na manhã de segunda-feira (5/10) pós-eleições e chegou a 1,7 milhão de membros 48h depois. Janones explicou à coluna a estratégia digital que ele desenhou para o segundo turno (veja entrevista abaixo).
Para Janones, o resultado adverso para Lula no primeiro turno é resultado de falta de coordenação na militância digital e, as redes sociais, são o único caminho para virar as eleições. O deputado mineiro culpa a “arrogância da esquerda” e desconexão do povo pelo fracasso nas urnas.
Confira a entrevista
O “Exército do Lula” foi uma iniciativa sua, ou teve alguma ajuda?
A iniciativa é 100% minha. Infelizmente, a campanha do presidente não sabe dialogar com as redes. É uma campanha analógica, uma campanha dos anos 80.
O pessoal entende que rede social é só um lugar para distribuir conteúdo, eles não entendem que tem uma forma própria de você produzir o conteúdo para lá e quem não faz campanha nas redes não ganha.
O Lula é o melhor candidato, tem o melhor currículo, tem mais propostas para entregar, ele põe mais gente na rua, não precisa ser um gênio para entender que a gente está perdendo nas redes. É o único lugar que a gente perde, perde feio.
