Meu cachorro e eu compartilhamos muitos momentos juntos. Um dos nossos favoritos é quando nos sentamos para ter nosso “momento de leitura”: eu me sento na minha mesa, ele se senta ao meu lado e eu lhe dou seu “petisco” favorito. Ele cheira, lambe e roe o petisco com uma concentração semelhante à minha enquanto estou absorta no meu livro.
Por muito tempo, interpretamos esse comportamento como um capricho ou mais um comportamento típico dos cães, sem dar muita importância a isso. Mas a ciência vem nos dizendo há anos que mastigar é uma necessidade biológica fundamental para esses animais, assim como dormir, comer ou praticar atividade física. Entender o porquê pode melhorar a qualidade de vida do nosso companheiro canino.
Muito mais do que um passatempo
Quando alimentamos um cão, seu estômago fica cheio e ele se sente satisfeito. Mas falta algo a ser suprido: a motivação para roer, intacta em sua biologia após milhares de anos de evolução.
Do ponto de vista evolutivo, isso faz todo o sentido. Seus ancestrais precisavam se alimentar por conta própria, caçando presas. Mais tarde, a domesticação reduziu o tamanho da mandíbula dos canídeos e adaptou sua digestão ao amido, mas não alterou esses comportamentos tão arraigados: morder, mastigar e rasgar. O comportamento persiste porque está inscrito em sua natureza.
Em 2025, uma equipe da Faculdade de Veterinária da Universidade de Sydney realizou uma revisão sistemática sobre os benefícios da mastigação para um cão.
Por que os cachorros precisam morder coisas? A ciência explica
