O Quartel-General da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) identificou uma onda que classificou como “descomunal” de fake news circulando nas redes sociais e em grupos de WhatsApp e Telegram. Diante do cenário, a equipe passou a discutir estratégias para combater ativamente a disseminação de desinformação na reta final do processo eleitoral. A apuração é da âncora da CNN Débora Bergamasco ao CNN 360°.
Entre os conteúdos falsos identificados, estão afirmações de que Flávio Bolsonaro pretenderia privatizar o SUS, acabar com o Bolsa Família, extinguir o 13º salário e eliminar direitos previstos na CLT, informações que a campanha nega veementemente.
Estratégias de resposta às fake news
Uma das possibilidades levantadas é que o próprio Flávio Bolsonaro responda diretamente às mentiras, declarando publicamente que não tem intenção de adotar as medidas atribuídas a ele.
Outra frente prevista é a adoção de uma linha de fact-checking, nos moldes do que grandes veículos de imprensa já praticam, utilizando dados e o próprio plano de governo para desmentir as informações falsas.
Além disso, a campanha considera fortemente a judicialização, buscando rastrear a origem das fake news para responsabilizar seus autores.
Débora Bergamasco destacou que a desinformação identificada pela campanha inclui o uso de inteligência artificial para a criação de cards, peças gráficas com informações falsas, que são então distribuídos em grupos nas redes sociais.
