O advogado Miguel Reale Júnior, 1 dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), afirmou, nesta 4ª feira (7.out.2026), que o eleitor que escolher o senador Flávio Bolsonaro (PL) estará dando sinal de aprovação à tentativa de tomada do poder pela força e tem “desamor à democracia”. A manifestação “Cuidado com o precipício” foi publicada em um texto no Instagram.
“Assim, cada eleitor de Flávio deve ficar ciente de que ao escolhê-lo está a admitir a anistia, ou seja, referendando a invasão das sedes dos Três Poderes e a tentativa de anulação pela força da eleição fidedigna de 2022. Votar em Flávio é, portanto, legitimar o golpe, dando sinal de aprovação à tentativa de assunção ao poder pela força e de desamor à democracia”, escreveu Reale Júnior.
O advogado critica o plano de Flávio em anistiar os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, a relação do senador com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), e fala em possível submissão ao país norte-americano.
“Pouco se sabe sobre ele e acerca de suas propostas de governo. O certo é que pretende anistiar os golpistas de 8 de Janeiro, a começar por seu chefe, o pai, e submeter-se aos interesses dos Estados Unidos, que pretende ter os países da América como sesmarias”, disse o ex-ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso (2002) e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo (1983-1984).
