Rotas de trânsito no Estreito de Ormuz consideradas ilegais pelo Irã serão fechadas em breve, disse nesta quarta-feira (7) um assessor do comandante da IRGC (Guarda Revolucionária) à agência de notícias semioficial Fars, referindo-se à rota do sul que margeia a costa de Omã.
Mohammadreza Naqdi afirmou que essas “poucas rotas” foram criadas mediante explosões e danos a algumas das passagens rochosas na via navegável estratégica e eram utilizadas por “pequenos barcos para contrabandear petróleo e transferi-lo para navios-tanque”, desafiando a narrativa de que as exportações de petróleo do Golfo estão retomando os níveis anteriores à guerra.
“O Estreito de Ormuz está fechado, e as forças armadas da República Islâmica do Irã têm controle total sobre ele. Essa situação continuará até que as demandas legítimas do Irã sejam atendidas”, acrescentou.
A média móvel de sete dias para as exportações de petróleo bruto da região era de 18,3 milhões de barris por dia em 30 de setembro, segundo dados provisórios da Kpler, com volumes superando os níveis pré-guerra em 14 dias do mês de setembro.
Isso incluía o petróleo do Golfo enviado via Ormuz, pelo Mar Vermelho e a partir de terminais e transferências navio-a-navio no Golfo de Omã.
