O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, pela morte do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, baleado em uma briga de trânsito em Taubaté, no interior paulista. Agora, a Justiça decidirá se aceita ou não a denúncia e torna o bombeiro réu por homicídio.
A Promotoria acusa Marcos Paulo de Oliveira de homicídio com motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. No documento, o promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo ainda concordou com o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Civil.
O bombeiro foi preso na manhã desta terça-feira (7/10), após se entregar no 13º Distrito Policial (Casa Verde). Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte.
Marcos Paulo teve o pedido de prisão expedido pela Justiça na última semana, após o MPSP apresentar um recurso contra uma decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao bombeiro depois da audiência de custódia. O mandado, entretanto, só pôde ser cumprido a partir das 17h de segunda (6/10), com o fim da restrição à prisão de eleitores nas 48 horas seguintes às eleições.
Segundo o Ministério Público estadual, Marcos Paulo Fujarra de Oliveira desembarcou do próprio carro, aproximou-se do veículo de Bruno e golpeou o vidro até quebrá-lo. Em seguida, efetuou os disparos. O estudante chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
