A União Europeia (UE) avalia criar uma cobrança anual para grandes empresas que atuam no bloco. A proposta pode atingir companhias de tecnologia dos Estados Unidos, como Apple, Meta e Google, mas também alcançaria empresas de outros setores. A intenção é ampliar as receitas da UE sem criar um imposto direcionado especificamente às big techs norte-americanas.
A discussão ocorre em meio às negociações sobre o orçamento comum do bloco e às restrições de gastos enfrentadas pelos países europeus. Segundo informações obtidas pelo jornal britânico Financial Times, a Comissão Europeia estuda alterar uma proposta existente para cobrar das empresas com operações na UE e receita anual superior a 100 milhões de euros, cerca de R$ 560 milhões.
A cobrança integra o chamado Recurso Corporativo para a Europa (Core, na sigla em inglês). Pela versão atual da proposta, empresas que atuam no bloco e se enquadram nos critérios estabelecidos pela UE pagariam uma contribuição anual de valor fixo.
A Comissão Europeia avalia elevar o limite de faturamento para excluir empresas de médio porte da cobrança. A mudança permitiria concentrar a arrecadação nas maiores corporações e reduzir a resistência de países preocupados com o impacto da medida sobre empresas europeias menores.
O Core integra um pacote de cinco novos tributos que a UE pretende usar para financiar o orçamento comum a partir de 2028.
