Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizam o impacto do apoio de partidos do Centrão à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no 2° turno da eleição presidencial.
Nos bastidores, integrantes da base governista afirmam que a adesão já era esperada diante do resultado do primeiro turno e não altera, de forma significativa, a estratégia petista para a reta final da disputa.
A avaliação no entorno de Lula é de que o movimento da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), representa uma consequência natural da vantagem obtida por Flávio nas urnas. O candidato do PL terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
O apoio foi oficializado na terça-feira (6/10), após reunião das bancadas das duas siglas. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), líder do PP no Senado, anunciou que a federação “fechou questão” em torno da candidatura de Flávio.
Na prática, a orientação determina que os integrantes das legendas trabalhem pela eleição do candidato do PL e abre possibilidade de punições para quem contrariar a decisão.
Para aliados do presidente, entretanto, a adesão pode até ajudar a campanha petista. A leitura é que a aproximação entre Flávio e o Centrão oferece ao PT um adversário mais facilmente enquadrável no discurso de que um eventual governo do PL teria forte alinhamento com o Congresso Nacional.
