Senadores da oposição aliados ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) querem usar o regimento da Casa para segurar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. A redução da jornada é uma bandeira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Parlamentares se reuniram nesta quarta-feira (07/10) para discutir a estratégia de deixar a votação para depois das eleições presidenciais. O líder do grupo, Rogério Marinho (PL-RN), que também é coordenador da campanha do presidenciável, disse que espera que não haja “atropelos” e que “não faz bem ao país” discutir a redução da jornada da maneira que está sendo proposto.
“O Lula que passou 18 anos no poder está desesperado para encontrar alguma forma de se reconectar com o eleitorado, então não faz bem ao país se votar um assunto dessa gravidade, dessa importância, e com essa repercussão da maneira que está sendo votado”, declarou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), colocou a PEC em plenário esta semana para iniciar as sessões de discussão previstas no regimento. Pelas regras, deve passar por cinco debates e, depois, por dois turnos de votação, com cinco dias úteis entre um e o outro.
Alcolumbre disse na terça-feira que, sendo concluídas as sessões de discussão, colocaria a PEC em votação na próxima semana, citando estar seguindo o regimento durante a tramitação.
