Uma análise forense de restos humanos encontrados nos arredores dos complexos funerários de reis do Antigo Egito revelou evidências de que pertenciam a servos que eram sacrificados quando os monarcas morriam, de acordo com um novo estudo.
Os restos mortais desses servos, ou criados, foram escavados pela primeira vez nos complexos funerários de Abidos, no leste do Egito, que datam de cerca de 3000 a.C., na década de 1920.
Na época, os arqueólogos suspeitaram que os indivíduos tivessem sido sacrificados, mas nenhuma evidência da causa da morte foi encontrada, disse à CNN na segunda-feira a autora do estudo, Roselyn A. Campbell, pesquisadora de pós-doutorado da Universidade Purdue, em Indiana, que examinou os crânios da escavação original.
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“Ao consultar estudos forenses modernos e avanços em nossa compreensão de como os corpos humanos reagem a lesões e aos processos de decomposição ao longo do tempo, consegui identificar evidências claras de traumatismos cranianos em alguns desses indivíduos, ocorridos por volta da época da morte”, disse ela.
“Essas lesões, combinadas com o contexto arqueológico, sugerem fortemente que pelo menos alguns dos vassalos foram mortos e enterrados ao redor dos túmulos desses governantes”, acrescentou Campbell.
