Aaron Sorkin, o roteirista vencedor do Oscar por “A Rede Social”, disse que não tinha a intenção de fazer outro filme sobre o Facebook.
Sorkin vinha tendo dificuldades para encontrar uma ideia para um novo projeto quando conheceu Frances Haugen, uma ex-funcionária do Facebook e denunciante cujas revelações levantaram preocupações sobre o impacto das plataformas de mídia social da empresa na saúde, na segurança e na política global.
A história que ele criou, contada no filme “O Outro Lado das Redes”, estreará nos cinemas neste mês.
“Eu estava procurando uma boa história e, após um período de cerca de um ano de um bloqueio criativo épico, sem conseguir pensar em nenhuma história, conheci Frances Haugen e, de repente, uma boa história começou a tomar forma na minha cabeça”, disse Sorkin, que também dirigiu o filme, em entrevista à Reuters.
“A Rede Social”, lançado em 2010, contava a história da origem do Facebook, que, desde então, mudou seu nome para Meta, e tinha Jesse Eisenberg no papel do fundador Mark Zuckerberg.
O novo filme gira em torno de Haugen e do jornalista Jeff Horwitz, que escreveu uma série para o Wall Street Journal chamada “The Facebook Files”, iniciada em 2021 e baseada em grande parte nos milhares de documentos internos que ela lhe forneceu.
“É uma história de Davi e Golias, mas há dois Davis”, disse Sorkin. “Um deles é Frances. Ela pega uma pedra e a arremessa contra o Facebook, e o outro é o jornalismo impresso.
