O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) negou que exista mal-estar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas procurou marcar distância do PT durante a campanha para o segundo turno.
Em agenda na Rocinha, nesta quarta-feira, 7, Paes afirmou que apoia Lula, embora não concorde com todas as posições do petista. O candidato também disse que parte de seus eleitores não vota no presidente.
“Eu tenho muita gratidão ao presidente Lula, voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula", afirmou. "Agora, tem pessoas que votam em mim que não fazem campanha, que não votam no presidente Lula. Eu já disse: eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula”.
Paes também disse que conversou com Lula na noite de terça-feira, 6, e negou qualquer desentendimento entre os dois. Segundo o candidato, há “intrigueiro” e “ciúme” no entorno do presidente.
“Eu falei ontem à noite com o presidente Lula", declarou. "Tem intrigueiro, tem ciúme. Eu também queria que todo mundo que votou no Lula votasse em mim”.
Paes tenta ampliar apoio no segundo turno
A campanha de Paes sinalizou que pretende evitar a concentração em temas nacionais na disputa contra Douglas Ruas (PL). A estratégia gerou incômodo entre petistas, segundo a Folha de S.Paulo, principalmente porque Lula terminou o primeiro turno atrás no Estado.
Paes chega à segunda etapa com 42,76% dos votos válidos, o equivalente a 3.706.984 votos.
