Uma investigação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em cinco rios da capital e Região Metropolitana do Rio de Janeiro identificou a presença de cocaína na água. Os pesquisadores também acharam benzoilecgonina, principal derivado da droga, excretada pela urina após a metabolização no organismo.
Segundo os cientistas, os níveis de contaminação eram maiores do que os encontrados em pesquisas semelhantes na Bélgica, Espanha e Estados Unidos. Todos os rios investigados desaguam na Baía de Guanabara. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Aquatic Toxicology no final de setembro.
Além da Fiocruz, pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) participaram do estudo.
Pico de cocaína em janeiro e riscos para animais
Para as descobertas, foram feitas coletas mensais de água por um ano nos cinco rios, entre julho de 2022 e junho de 2023. De 60 amostras coletadas, apenas uma não continha cocaína e todas deram positivo para a presença de benzoilecgonina.
