Mais de 200 mil pessoas foram deslocadas de suas casas desde o início dos combates no Iêmen nas últimas semanas, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pela OIM (Organização Internacional para as Migrações), da Organização das Nações Unidas.
A OIM classificou como alarmante a crise provocada pela retomada dos combates entre o grupo Houthi, apoiado pelo Irã, e as forças do governo iemenita, apoiadas pela Arábia Saudita. O número de deslocados saltou de 76 mil em meados de setembro para mais de 200 mil nesta quarta-feira, quase todos fugiram desde o início dos combates, no começo de setembro.
“As pessoas estão correndo para salvar suas vidas e não encontram nenhum lugar seguro para onde ir”, afirmou a diretora-geral da OIM, Amy Pope, que pediu mais financiamento diante do aumento da necessidade de alimentos e abrigo.
O Iêmen vive a mais grave escalada dos combates entre a Arábia Saudita e os Houthis desde que uma trégua mediada pela ONU, em 2022, interrompeu em grande parte os ataques transfronteiriços. A retomada do conflito pode alterar o controle territorial no Iêmen, com consequências para as rotas de navegação no Mar Vermelho.
Por que há combates no Iêmen e o que isso significa para o Irã?
