Os advogados de Christa Pike devem pedir que a Justiça faça a inspeção das seringas e de outros equipamentos usados na tentativa frustrada de executá-la. Segundo o anúncio desta quarta-feira (7), os advogados tentam obter informações sobre os procedimentos de execução, que normalmente são mantidos em sigilo no Tennessee e em outros estados americanos.
Pike, de 50 anos, foi condenada à morte pelo assassinato de uma colega em 1995, quando tinha 18 anos.
Ela foi levada inconsciente e em estado grave a um hospital de Nashville, com ferimentos graves nos braços. Isso aconteceu depois que duas injeções do barbitúrico pentobarbital não conseguiram matá-la no presídio de segurança máxima Riverbend, na quarta-feira passada.
Segundo seus advogados, Pike recuperou a consciência e já conseguia falar na terça-feira. Ela continua algemada à cama do hospital.
Os advogados afirmam que a execução malsucedida, a segunda deste ano no Tennessee, equivale a tortura e viola a Constituição dos Estados Unidos, que proíbe penas cruéis ou incomuns.
Pike foi condenada à morte por participar, quando era adolescente, da tortura e do assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de escola de 19 anos, em 1995.
Segundo os advogados, ela é a primeira pessoa conhecida a sobreviver a uma tentativa de execução que chegou a ser iniciada nos Estados Unidos.
Advogados de Christa Pike pedem investigação e acesso a seringas usadas em tentativa de execução
