Eliminada nesta quarta-feira nas oitavas de final do WTA 1000 de Pequim, a tenista americana Coco Gauff denunciou o impacto das mensagens racistas que recebeu após derrotar a chinesa Xinran Sun na rodada anterior.
Vencedora de dois Grand Slams e atual número 4 do mundo, Gauff teve um desempenho irreconhecível diante da belga Elise Mertens (N.19), cometendo inúmeros erros não forçados (33, além de oito duplas faltas), e acabou perdendo por um duplo 6-3 em apenas uma hora e 18 minutos de partida.
“Não vou mentir, tem sido bastante exaustivo”, declarou a americana nesta quarta-feira, referindo-se às mensagens recebidas nos últimos dias.
“Mas não se pode fazer nada. Simplesmente desligo o telefone e sigo em frente”, acrescentou.
Gauff recebeu ataques após partida contra Sun
No confronto de segunda-feira contra Sun, número 582 do ranking, quando perdia por 5-4 no primeiro set, Gauff pediu a repetição de um ponto após considerar que um painel publicitário luminoso havia tirado sua concentração durante a troca de bolas.
Diante da enxurrada de mensagens nas redes sociais, vindas de supostos torcedores que criticaram sua atitude, Gauff escreveu no X: “Não sou nem trapaceira nem ladra”.
A WTA se declarou “horrorizada” com esses insultos racistas e afirmou, por meio de um porta-voz, estar em contato com a jogadora para oferecer “apoio total”.
“O racismo, a discriminação e os insultos não têm lugar no tênis”, acrescentou o circuito feminino em um comunicado enviado à AFP.
