SÃO LUÍS - A atriz Juliana Caldas chega a São Luís para apresentar o espetáculo Meu Corpo Está Aqui, provocando um debate necessário sobre a inclusão de pessoas com deficiência no cenário cultural, tema que aprofundou durante sua participação no programa Atualidades. A artista abordou assuntos centrais da peça, como a quebra de tabus sobre afeto, desejo e a sexualidade de corpos PCD. Durante a conversa, Juliana destacou que a falta de representatividade e a manutenção de atitudes capacitistas ainda limitam a integração completa e o reconhecimento desses profissionais na sociedade e na arte.
A atriz enfatizou que a inclusão nos espaços culturais não deve ser encarada como um gesto de favor ou uma concessão extraordinária, mas sim como o cumprimento de um direito fundamental assegurado por lei. Juliana aponta que a falta de rampas, audiodescrição e Libras reflete uma resistência que impede a plena participação de artistas e público PCD. Ela também denunciou a persistência de práticas preconceituosas na indústria audiovisual e nos palcos, reforçando que a existência e o trabalho de artistas com deficiência configuram atos políticos de resistência.
"A gente precisa ter todos os acessos possíveis de acessibilidade para as pessoas. As pessoas consomem, as pessoas compram, as pessoas querem assistir, as pessoas querem ir nos lugares. Então, assim, isso não é uma necessidade, é um direito que a gente tem, que tem que ser seguido", disse Juliana Caldas.
