O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), sediado em Lausanne, na Suíça, realiza nesta quinta-feira, 8, a audiência oficial sobre o recurso da decisão da Copa Africana de Nações de 2025. O processo coloca frente a frente as federações de Senegal e de Marrocos, além da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Como surgiu a disputa jurídica
O litígio teve origem na resolução do comitê de apelação da CAF anunciada em março de 2026. Na ocasião, a entidade retirou a conquista obtida pela seleção senegalesa em campo e determinou vitória por W.O. com o placar de 3 a 0 favorável aos marroquinos, em função dos incidentes ocorridos no confronto de janeiro em Rabat. A deliberação utilizou como base regulamentar os artigos 82 e 84 do código disciplinar da competição.
Dentro de campo, em janeiro de 2026, Marrocos e Senegal se enfrentaram em
Rabat, capital marroquina. Os senegaleses ficaram revoltados após a marcação de um pênalti a favor dos donos da casa e quase todos os atletas saíram de campo rumo aos vestiários em protesto da decisão.
Pouco tempo depois, Sadio Mané, capitão e principal jogador de Senegal, convenceu os companheiros a retomar a partida. Na cobrança do pênalti, batido após a paralisação, Brahim Díaz errou o chute e o confronto foi para a prorrogação.
Senegal marcou um gol com Pape Gueye e venceu por 1 a 0, garantindo o título da CAN. Entretanto, em março, a CAF publicou um ofício que retirou o título dos senegaleses e determinou Marrocos como campeão.
