A economia global está sob ameaça dos preços persistentemente altos da energia, da dívida pública em níveis recordes e dos riscos decorrentes do boom de investimentos em inteligência artificial, alertou nesta quarta-feira (7) a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, instando os governos a implementarem medidas protetivas de políticas fiscal e monetária.
Em um discurso antecipando as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, que ocorrerão na próxima semana em Bangcoc, Georgieva afirmou que o mundo está sendo puxado em duas direções, um choque negativo na oferta de energia decorrente dos conflitos no Oriente Médio e um choque positivo na demanda proveniente da inteligência artificial, que também está alimentando a inflação.
“O impacto combinado dessas duas forças é altamente desigual em todo o mundo”, disse Georgieva.
As novas previsões de crescimento do FMI, a serem divulgadas durante as reuniões em Bangcoc, mostrarão que as maiores revisões para baixo no crescimento ocorrerão em economias devastadas pela guerra, disse Georgieva.
Entre elas estão a Ucrânia, que sofre danos significativos à infraestrutura civil e econômica, e os países do Golfo, atingidos por ataques iranianos e por uma redução acentuada nas exportações de energia.
