O Governo do Estado de Rondônia e a empresa Terra Forte Ltda. foram incluídos na “lista suja” do trabalho análogo à escravidão do Ministério Público do Trabalho e Emprego (MTE). As partes foram inclusas após uma fiscalização identificar dois trabalhadores venezuelanos trabalhando em condições análogas à escravidão durante uma obra em uma escola indígena, em setembro de 2025.
Na ocasião, o serviço era executado pela Terra Forte, empresa contratada pela Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO). A obra consistia na reforma da Escola Estadual Indígena de Ensino Fundamental 5 de Julho, às margens do Rio Guaporé, em Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia.
Durante a fiscalização das obras do local, foram encontrados dois trabalhadores venezuelanos, que estavam há cerca de dois meses no canteiro de obras executando serviços de serralheria.
Segundo as investigações, eles foram contratados sob premissa de de salário compatível, pagamento quinzenal e direito a cinco dias de folga ao final de cada mês para visitar suas famílias. No entanto, nenhum das condições foram cumpridas.
Os dois venezuelanos estavam com salários atrasados, liberdade de locomoção restrita e alojados em ambiente insalubre, com presença de morcegos.
