O governo da Espanha aprovou nesta terça-feira (6) medidas urgentes para enfrentar a crise habitacional, depois que protestos terminaram em violência em Barcelona enquanto dezenas de milhares de pessoas foram às ruas exigir uma solução rápida para o problema.
Os protestos ocorreram após manifestações em todo o país durante o fim de semana. Todas foram motivadas pela expulsão da idosa María del Carmen Abascal, de 87 anos, de sua casa em Madri no mês passado.
As medidas aprovadas são semelhantes às que foram rejeitadas pelo Parlamento na semana passada. O governo de coalizão do primeiro-ministro Pedro Sánchez não tinha maioria e sofreu uma derrota legislativa ao ver partidos de oposição de direita derrubarem decretos de emergência destinados a enfrentar a crise habitacional. Sánchez convocou eleições antecipadas para 29 de novembro.
Medidas para facilitar compra e aluguel de imóveis
As 21 medidas aprovadas incluem facilitar o aluguel ou a compra de uma nova casa, ampliar a proteção contra despejos de moradores vulneráveis, regulamentar o aluguel de quartos, criar um novo imposto sobre aluguéis sazonais, proibir compras especulativas de imóveis e conceder benefícios fiscais a proprietários e inquilinos que pagarem em dia.
"Não permitiremos mais despejos como o que Maricarmen sofreu ou como os que ocorreram desde que os decretos foram revogados", disse Sánchez a jornalistas no Palácio da Presidência, referindo-se a Abascal pelo apelido.
Espanha aprova 21 medidas urgentes para enfrentar crise habitacional após protestos
