São Paulo, O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou cinco policiais civis e outras três pessoas no âmbito da Operação Merx, realizada em agosto e que mirou um esquema de propina em que agentes de segurança cobravam propina para liberar a entrada de mercadorias ilegais no estado paulista.
De acordo com a denúncia apresentada pela promotoria em setembro, os policiais civis se aproveitavam da condição de agentes e dos meios materiais e informacionais da instituição para realizar abordagens a caminhões que transportavam aparelhos eletrônicos provenientes de descaminho, introduzidos clandestinamente no território nacional pelo Paraguai com destino à região metropolitana de São Paulo.
Na abordagem, os denunciados condicionavam a liberação da carga ilegal ao pagamento de uma propina. O “acerto” era padronizado e custava 70% do valor estimado da carga abordada. Segundo as investigações, a propina exigida para liberação das cargas totaliza R$ 2,35 milhões.
Ainda segundo o MPSP, os policiais formalizavam uma apreensão “meramente simbólica de parcela ínfima da mercadoria” para dar uma aparência de legalidade à ação. Em alguns casos, os agentes deixavam de lavrar qualquer registro da ocorrência, restituindo integralmente a carga.
