A Apple foi condenada a pagar mais US$ 184 milhões (cerca de R$ 942 milhões) em juros por um processo de patentes envolvendo o Apple Watch. O valor se soma aos US$ 634 milhões (R$ 3,25 bilhões) que a empresa já havia sido condenada a pagar à Masimo.
A decisão foi tomada pelo juiz James V. Selna, que rejeitou o argumento da Apple de que a cobrança dos juros representaria um ganho excessivo para a Masimo.
Segundo o juiz, os juros servem para compensar a empresa pelo período em que deveria ter recebido os valores relacionados ao uso das patentes. A decisão segue uma orientação da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre casos desse tipo.
O processo envolve recursos de monitoramento de frequência cardíaca presentes em modelos do Apple Watch. Em novembro do ano passado, um júri decidiu que a Apple havia infringido patentes da Masimo e determinou o pagamento de US$ 634 milhões (R$ 3,25 bilhões) em indenização.
Juros poderiam ter sido ainda maiores
A Masimo havia pedido que fosse aplicada uma taxa de juros de 7%. Se o pedido fosse aceito, o valor adicional chegaria a US$ 243 milhões, ou aproximadamente R$ 1,24 bilhão.
O juiz decidiu adotar outra referência para calcular a quantia. Em vez dos 7% solicitados pela Masimo, a corte considerou a própria taxa de empréstimo da empresa e aplicou os juros anualmente desde o início da infração.
A decisão aumentou de forma significativa o valor que a Apple terá de desembolsar no processo.
