Belo Horizonte, Minas Geraisestá no topo da nova atualização da chamada “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nessa terça-feira (6/10). O estado teve 19 novos empregadores incluídos no cadastro, o maior número do país.
Ao todo, em todo o Brasil, 82 empregadores entraram na lista nesta atualização, em casos identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026. Minas Gerais teve o maior número de novas inclusões, seguido pela Bahia.
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Veja os empregadores
É considerado trabalho em condição análoga à escravidão aquele que envolve trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes ou restrição da liberdade do trabalhador. Isso inclui situações em que a pessoa é impedida de deixar o local por dívidas, falta de transporte, vigilância ou retenção de documentos e objetos pessoais.
Os novos registros de Minas fazem parte de um cadastro que também reúne casos incluídos anteriormente. Ao todo, o estado tem 106 registros, que somam 1.076 trabalhadores resgatados. Considerando ainda nove trabalhadores de um estabelecimento em Estiva (MG) cadastrado sob a sigla de São Paulo, o total chega a 1.085 trabalhadores.
Entre as atividades mais presentes nos registros de Minas Gerais estão o cultivo de café, a produçãode carvãovegetal, os serviçosdomésticos e a criação de bovinos. Também aparecem casos ligados a outras atividades, como obras de fundação e instalações elétricas.
