O Bochum, clube da segunda divisão da Alemanha, adotou uma medida que surpreendeu o país. O clube proibiu os seus próprios torcedores de realizarem saltos sincronizados durante os jogos da equipe em casa. A justificativa: o movimento causa mal-estar e também pode comprometer a segurança estrutural do Vonovia Ruhrstadio, com capacidade para 26 mil pessoas.
A determinação foi motivada por laudos de engenharia. As avaliações técnicas demonstraram que o movimento rítmico e simultâneo de milhares de pessoas em um mesmo setor estava gerando um efeito de ressonância perigoso para a estrutura de concreto e aço, batizado de “efeito trampolim”.
Esse fenômeno físico, potencializado pela vibração das arquibancadas, poderia causar desde microfissuras até o comprometimento severo da sustentação do estádio. Para evitar uma interdição por parte das autoridades locais de segurança, a diretoria do clube optou por uma abordagem direta de conscientização e proibição.
“O VfL lamenta as medidas inevitáveis, mas sente-se aliviado por a Arquibancada Leste poder ser utilizada com capacidade total, desde que a proibição de pular seja respeitada”, afirmou o clube.
“Felizmente, a reforma da Arquibancada Leste já faz parte do projeto de modernização; isso significa que será possível evitar um longo processo de planejamento e suspender a proibição de pular assim que as obras programadas forem concluídas, em 2028”, completou.
