Após a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) ser privatizada em junho deste ano, três cidades mineiras irão ao mercado em busca de novos operadores para administrar os serviços de água e esgotamento sanitário dos municípios, como é o caso de Lavras, Alpercata e Ipatinga.
O processo de desestatização da empresa foi vencido pela Equatorial, que assumiu o controle de até 30% da companhia, enquanto o governo mineiro manteve poderes de veto em decisões consideradas estratégicas.
Como mostrou a CNN, a realização dos principais leilões de saneamento do calendário nacional para 2026 abriu espaço à concessão de projetos regionais.
Segundo um levantamento da Radar PPP, os municípios são o “grande motor” do pipeline nacional no momento, alcançando cerca de 1.444 projetos desde 2023. Nos Estados, esse número é de 118, enquanto no caso da União são 17 projetos feitos em quase quatro anos.
Lavras
No caso de Lavras, no sul mineiro, a mudança na administração ocorre após a prefeitura encerrar o contrato com a Copasa e propor uma concessão local dos serviços de água e esgoto, podendo beneficiar os mais de 109 mil habitantes.
Estruturado no modelo de concessão comum, o contrato tem como critério de julgamento o maior desconto sobre a tarifa combinado com a maior outorga oferecida. Os investimentos previstos somam aproximadamente R$ 257 milhões.
O edital já foi publicado e abertura de propostas está marcada para o dia 26 de outubro.
