O 4º ciclo de OPP (Oferta Permanente Partilha de Produção), realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) nesta 4ª feira (7.out.2026), terminou com 7 de 13 blocos arrematados. Foram ofertadas áreas de exploração e produção nas Bacias de Campos e Santos, todas na região do pré-sal.
Com os bônus de assinatura, o governo federal arrecadará R$ 530,46 milhões. A cifra poderia chegar a R$ 1,23 bilhão, caso todos os blocos fossem arrematados.
Na Bacia de Campos, a brasileira Prio Forte S.A. arrematou 2 blocos, e a Petrobras, 1. Outros 2 não tiveram propostas.
Dos 8 blocos oferecidos na Bacia de Santos, 4 ficaram sem proposta. A Petrobras e o Consórcio formado por CNOOC Petroleum e Sinopec venceram 1 bloco cada, enquanto a Equinor arrematou 1 sozinha e outro em consórcio com a Galp.
No total, os 7 blocos arrematados no certame receberão investimentos estimados em R$ 778,4 milhões.
No regime de partilha, parte do petróleo e do gás produzidos pelas empresas é destinada à União. A empresa contratada tem direito a parte da produção suficiente para recuperar seus custos, chamada custo em óleo, e o excedente é dividido entre a União e a companhia. Na prática, o Estado é o dono do óleo e gás e a empresa atua como operadora.
Nesse tipo de leilão, vence a disputa a empresa ou consórcio que oferecer o maior percentual da produção futura ao governo, o chamado “percentual do excedente em óleo”.
