Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) no primeiro turno da disputa ao Palácio do Planalto, interlocutores do senador já começaram a discutir, nos bastidores, possíveis nomes para compor um eventual governo.
Por enquanto, uma das peças-chave para a composição ministerial será a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a ser cotada como a “vice dos sonhos” de Flávio, mas não conseguiu o posto por falta de acordo com seu partido.
Ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Tereza indicou a Flávio, em conversas reservadas, não quer retornar a pasta. Segundo aliados, a senadora do PP argumenta que as pessoas não devem voltar para um lugar de onde saíram bem.
Nesse cenário, aliados de Flávio dizem que Tereza deve ter influência na escolha do senador para o Itamaraty, justamente com o objetivo de abrir novas portas para o agro brasileiro. Os dois, inclusive, têm conversado sobre o mercados externos.
A eventual influência de Tereza na área diplomática resolveria uma antiga disputa por protagonismo entre o Ministério da Agricultura (Mapa) e o Itamaraty sobre quem é o responsável por negociar espaço para os produtores brasileiros em novos mercados.
A escolha de Tereza também pode significar o “veto a radicais” que a coordenação da campanha de Flávio tem sinalizado aos partidos. Um dos cotados, até então, para o Itamaraty era o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que prometia uma caça as bruxas na pasta.
