Um dia depois da disparada das ações de empresas do setor financeiro, impulsionadas pela euforia do mercado com o resultado do primeiro turno das eleições no Brasil, o JPMorgan, o maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, rebaixou sua recomendação para as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e a elevou para o Bradesco (BBDC4).
No caso do Banco do Brasil, a recomendação foi cortada de neutra para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda).
Rebaixar a recomendação de uma ação (o chamado downgrade) significa que uma instituição financeira reduziu a sua avaliação sobre o potencial daquela empresa, indicando que as expectativas de lucro ou valorização diminuíram.
Quando isso acontece, na prática, a classificação da ação é modificada para uma categoria inferior (de compra para neutro ou de neutro para venda, como ocorreu com o Banco do Brasil).
O Bradesco, por sua vez, fez o caminho inverso. O JPMorgan elevou sua recomendação para as ações do banco brasileiro de neutro para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra).
Impacto sobre as ações
O efeito das novas recomendações e estimativas do JPMorgan foi imediato sobre os papéis dos dois bancos. As ações do Banco do Brasil fecharam o pregão desta terça-feira, 6, em forte queda de 6,42%, negociadas a R$ 24,64. Foi a maior desvalorização do dia na Bolsa de Valores do Brasil (B3).
