O 1º leilão de gás natural da União, marcado para 22 de outubro, terá cotas para 8 indústrias definidas pelo governo como prioritárias.
A PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A), responsável pelos contratos de partilha de produção de petróleo e gás do governo, ofertará no certame 1,1 milhão de m³/dia referentes a 2027, divididos em 110 lotes de 10 mil m³/dia cada.
A parcela disponibilizada corresponde a cerca de 0,6% da produção média brasileira de gás natural. O volume será destinado exclusivamente a consumidores industriais.
O leilão será dividido em 5 etapas sequenciais destinadas a indústrias do setor de base:
químico e petroquímico - 35 lotes, totalizando 350 mil m³/dia;
siderúrgico, metalúrgico e mineração - 32 lotes, com 320 mil m³/dia;
ceramista - 20 lotes, com 200 mil m³/dia;
fertilizantes - 13 lotes, com 130 mil m³/dia;
vidreiro - 10 lotes, 100 mil m³/dia.
As informações estão no edital da disputa, divulgado pela PPSA na noite de 3ª feira (6.out.2026). Leia a íntegra (PDF - 635 kB).
Conforme as regras do documento, as propostas deverão ter como base uma fórmula que inclui o Coeficiente B -componente variável da fórmula do preço do gás, expresso em US$/MMBtu-, o valor médio do Henry Hub referente ao mês anterior à homologação do resultado e a taxa de câmbio média do mesmo período. As propostas vencedoras serão as que ofertarem os maiores prêmios à União, ou seja, o maior valor mensal em R$/m³ pago pela compradora.
