Irresistível. Nós, 200 milhões de brasileiros - sábios técnicos de futebol e imbatíveis marqueteiros políticos - não resistimos às análises perfeitas de causas que fizeram candidatos ou times de futebol tropeçarem em campo, nas urnas.
Faltaram votos ou gols porque os ditos-cujos nãoutilizaram as fórmulas mágicas em nosso exclusivo poder. Somos especialistas em “profetar” o passado.
Desde domingo à noite, despejamos nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp nosso palpitródomo sobre o que hidratou o Coisinho no primeiro turno de votação.
Moleza “revisar” o acontecido. É o jogo do se-fosse…
No dia seguinte, jogo jogado, o SE sai da peleja, não conserta mais nada. Talvez até tenha alguma serventia pro futuro. Vai que campanhas de um e outro abram a caixinha de perguntas pra que nossos teria-que-ser-assim sejam aproveitados na nova e decisiva votação. Vai que…
Aqui, no meu insignificante milionésimo espaço na caixinha de perguntas, docemente, indago: Por que soltamos o Lula raivoso e numa campanha sisuda? Por que retomamos o vermelho? Características ditas rejeitadas justamente pelos votantes que faltaram ao PT.
A vitória veio em todas as campanhas em que Lula e o PT privilegiaram a alegria, o pacífico branco. Desta vez, deixamos o tom relax pro adversário mentiroso. Ensinamos. Eles aprenderam. Nós esquecemos?
