Angélica revelou recentemente que demorou a aprender a dizer “não” e que hoje procura ensinar à filha caçula, Eva, a estabelecer limites desde cedo. O relato da apresentadora chama atenção para um comportamento comum: aceitar convites, tarefas e responsabilidades não porque existe vontade ou disponibilidade, mas pelo medo de decepcionar ou desagradar.
Para o psiquiatra Ciro Jorge Nascimento, o problema começa quando o “sim” constante passa a ocupar o espaço das próprias necessidades: “Essa pessoa pode assumir mais responsabilidades do que consegue sustentar, deixar o descanso em segundo plano e viver em estado permanente de preocupação com as expectativas alheias. Com o tempo, podem aparecer irritabilidade, cansaço, alterações do sono, ansiedade, sensação de estar sobrecarregada e até ressentimento”, comentou.
Respondendo às expectativas
A dificuldade também pode ter raízes em aprendizados construídos muito cedo. Segundo a neuropsicóloga Roberta Machado, algumas pessoas crescem associando aprovação à necessidade de corresponder às expectativas dos outros.
“Uma criança pode perceber, por exemplo, que recebe mais aprovação quando obedece, evita conflitos ou corresponde às expectativas dos adultos. Aos poucos, ela pode associar aceitação e segurança à necessidade de agradar”, explicou.
Sinais de alerta
É por isso que, mesmo na vida adulta, estabelecer um limite pode despertar culpa.
