Estudantes do ensino médio levaram milhares de pessoas às ruas da França nesta terça-feira, 6, em uma nova jornada de protestos contra as condições das escolas. A mobilização ocorreu em mais de 40 cidades e reuniu jovens, professores, pais e outros apoiadores.
O Ministério do Interior contabilizou cerca de 260 mil manifestantes, enquanto as organizações estudantis estimaram até 450 mil participantes.
O movimento começou em setembro, na região de Paris, e se espalhou pelo país. Os estudantes reclamam da falta de professores, das salas superlotadas, das longas jornadas e das condições precárias de parte das instalações. Também há críticas à organização do sistema de orientação para o ensino superior.
França 🇫🇷, à beira do caos: duas semanas de confrontos, carros em chamas, lojas saqueadas e confrontos com a polícia.
Mais de 1.000 escolas estão fechadas e quase 5.000 pessoas foram presas. As autoridades querem negociar, mas os manifestantes já exigem mais. https://t.co/zpEZkH39Fp, Monica Laredo (@MonicaLaredo2) October 7, 2026
Ontem, cerca de metade dos 3,7 mil colégios franceses enfrentou bloqueios ou interrupções. A mobilização ganhou apoio de professores, sindicatos e familiares.
Confrontos com a polícia na França
A jornada também foi marcada por confrontos em algumas cidades. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar manifestantes. Segundo o Ministério do Interior, 488 pessoas foram detidas apenas nesta terça-feira.
