Mulheres com as mesmas condições de saúde que homens têm menos chances de receber tratamentos médicos ativos, como cirurgias, colocação de stents e analgésicos fortes. A conclusão é de uma análise conduzida por pesquisadores da Universidade de St Andrews, na Escócia, que identificou diferenças no atendimento oferecido a pacientes de acordo com o sexo.
Os resultados foram publicados em setembro na revista PLOS One. Para realizar a revisão, os pesquisadores examinaram inicialmente 1.112 estudos e selecionaram aqueles que comparavam diretamente os cuidados oferecidos a homens e mulheres. Entre 38 trabalhos que analisaram registros de pacientes, 33 identificaram diferenças significativas nos tratamentos recebidos pelos dois grupos.
As desigualdades apareceram em diferentes áreas da medicina. No caso de infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e alterações no ritmo do coração, por exemplo, mulheres tinham maior probabilidade de receber medicamentos, enquanto homens eram mais propensos a passar por intervenções como cirurgia de revascularização do miocárdio (ou ponte de safena) e colocação de stents, um pequeno tubo metálico em forma de malha que mantém as artérias abertas e restaura o fluxo de sangue. Mulheres também apresentavam menor probabilidade de receber prescrição de estatinas.
Como destaca o jornal The Guardian, o padrão também foi observado em outras condições.
Mulheres têm menos chance de passar por cirurgias e receber analgésicos, diz estudo
