Ministro Edson Fachin
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, levou ao colega Nunes Marques a percepção de que uma discussão da revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro (PL) precisa ocorrer no Plenário da Corte, não em uma turma.
O relator do pedido de revisão criminal, feito pela defesa do ex-presidente, é o ministro Nunes Marques, indicado ao STF por Bolsonaro.
Ele indicou nos últimos dias que quer dar andamento ao caso logo depois do segundo turno das eleições, no final de outubro. O movimento foi lido no universo da política como um aceno pelo favoritismo de Flávio Bolsonaro.
Fachin tem afirmado a interlocutores que não demoraria a pautar o tema no plenário quando instado por Nunes Marques. O blog apurou a informação com pessoas próximas aos dois ministros.
Ministros do STF têm defendido que uma possivel revisão criminal do processo que condenou Jair Bolsonaro só poderá acontecer no Plenário da corte.
A defesa é feita por ministros que têm se mantido à margem das disputas dentro da corte nos últimos meses.
Apesar de o regimento da corte afirmar que casos decididos em uma turma podem ser revisados pela outra turma, seria a primeira revisão criminal no STF, o que justificaria a necessidade de ida ao Plenário. Bolsonaro foi condenado em 2025 na primeira turma.
No plenário, o destino seria incerto: quatro ministros votaram pela condenação na 1a turma: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, a Cristian Zanin e Carmen Lúcia.
Fachin indica a Nunes Marques que revisão criminal de Bolsonaro deve ir a plenário
