Além do descontentamento da maioria da população com os rumos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, no domingo 4, mostrou a indignação dos brasileiros com o comportamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é do jornal O Estado de S. Paulo, em editorial publicado nesta quarta-feira, 7.
Segundo o texto, a vitória do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, na primeira rodada do pleito é explicada, em parte, “pelo fastio com o lulopetismo e com uma esquerda agressiva que perdeu a capacidade de se conectar com os anseios da maioria dos brasileiros”. “Mas o empurrão final à direita, sobretudo àquela que pretende enquadrar o STF, foi dado, convenhamos, pela própria Corte”, aponta o Estadão.
“O STF teve todas as oportunidades para se emendar por conta própria”, prossegue o editorial. “O tribunal poderia ter sido mais contido. Poderia ter se desvencilhado dos conflitos de interesses. Poderia ter resistido à tentação de ditar os rumos do país - prerrogativa da sociedade, por meio de seus representantes eleitos. Poderia, sobretudo, ter acolhido o anseio legítimo de muitos brasileiros pela investigação de ministros implicados no caso Master. Contudo, o STF preferiu a autoproteção”, critica o jornal.
