Confederações empresariais divulgaram nesta quarta-feira (7) uma nota em que manifestam preocupação com a inclusão, na pauta do Congresso Nacional, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. As entidades afirmam que o tema é legítimo, mas defendem discussão mais ampla antes de eventual votação.
No manifesto, as instituições dizem que uma decisão dessa dimensão deve considerar efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais. O texto também sustenta que a proposta teria impacto sobre diferentes setores da atividade econômica.
Assinam a nota a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
Segundo as entidades, os efeitos do fim da escala 6×1 seriam significativos para indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral. As confederações afirmam que a medida poderia elevar os custos de produção, reduzir contratações formais e pressionar a inflação.
A CNI calcula que os preços ao consumidor podem subir, em média, 6,2% caso haja redução do limite de horas semanais. A entidade também estima aumento de até R$ 267,2 bilhões nos custos de produção e queda de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
