A menos de um mês das eleições que definirão a composição do Congresso e os governadores de 34 estados, uma legião de americanas está disposta a renunciar ao direito de votar e delegá-lo aos maridos.
Com 800 mil seguidores, a influenciadora digital Savannah Stone, de 21 anos, lidera um movimento que propaga a submissão feminina e o voto familiar, apenas um por domicílio e decidido pelo chefe da família.
A tese antifeminista contradiz frontalmente o direito sufragista, conquistado a duras penas em 1920, com a ratificação da 19ª Emenda à Constituição. Mas ganha força no país conservador remodelado na eleição de 2024, que conduziu novamente Donald Trump à Casa Branca.
Casada há dois anos, Stone foi a oradora principal da Cúpula de Liderança Feminina realizada em junho no Texas pelo grupo ultraconservador Turning Point, que congrega a juventude pro-MAGA. Assassinado no ano passado, o fundador Charles Kirk incentivava as mulheres a buscarem “um diploma de esposa”. Após a sua morte, foi substituído pela viúva, Erika, que recruta jovens para o movimento de direita cristã.
“O feminismo é a maior mentira que já nos contaram enquanto mulheres. É um movimento financiado pelas pessoas mais ricas e perversas com o objetivo de destruir o casamento e a família”, afirmou Savannah Stone.
Ela dirige a comunidade online The Submissive Society, na qual ensina as mulheres a se comportarem diante dos maridos, ao estilo de uma dona de casa tradicional dos anos 1950.
