A produção de tomate em escala industrial exige mais do que uma boa lavoura. Para garantir matéria-prima com características específicas e em volume suficiente, a estratégia envolve desde a escolha da semente até a chegada do fruto à fábrica.
É nesse processo que duas frentes ganharam espaço nos últimos anos: tecnologia e parceria com produtores. Segundo o CEO da Kraft Heinz, Ariel Grunkraut, os investimentos ajudaram a empresa a reduzir a dependência da importação de pasta de tomate e alcançar a autossuficiência na produção do insumo no Brasil.
A mudança foi construída ao longo dos últimos anos e envolve também o desenvolvimento de variedades adaptadas às diferentes condições de cultivo.
Escolha da semente começa antes do plantio
O tomate é uma cultura sensível e, segundo Grunkraut, a escolha do híbrido precisa considerar as condições específicas de cada área.
“Cada região, cada área trabalha com tipos diferentes de sementes, dependendo do período do ano que você vai plantar, quanto de chuva vai ter, quanto de seca, um pouco mais alto, um pouco mais baixo, vai ser um pouco mais frio, um pouco mais calor”, afirmou.
No Brasil, a empresa tem atualmente mais de 150 tipos diferentes de sementes à disposição da equipe de agricultura, de acordo com o executivo. A escolha do material utilizado em cada área é feita em conjunto com os produtores parceiros.
